A TRADIÇÃO DO CASAMENTO CIGANO

O casamento é uma das tradições mais conhecidas do mundo cigano. A expressão "parece um casamento de ciganos", associada a festas de casamento invulgarmente longas e faustosas, demonstra a grande celebração que o povo cigano faz questão de exibir nesta data de união.

A tradição cigana é muito rígida no que diz respeito ao casamento. As moças ciganas são prometidas, desde muito novas, aos seus futuros noivos.

Geralmente, a escolha do marido para a jovem cigana é feita em função dos seus laços familiares e das suas condições econômicas, já que, mais do que um ato de amor, o casamento cigano é a celebração de uma união entre famílias.

Antigamente, o casamento nunca poderia ser feito entre ciganos e não ciganos mas, hoje em dia, já existem casamentos entre homens ciganos e mulheres não ciganas. O contrário é que nunca pode acontecer, sob pena de se expulsar a cigana da comunidade para sempre.

O casamento marca a entrada dos ciganos na idade adulta. Até à cerimônia matrimonial, os noivos não podem ter qualquer tipo de contacto mais íntimo. Mesmo depois de consumado o casamento, durante três dias e três noites os noivos ficam separados, dedicando a sua atenção exclusivamente aos convidados da boda.

Na terceira noite da festa, os noivos ficam finalmente a sós. A noiva tem de provar a sua virgindade no dia seguinte à consumação total da união, mostrando a mancha de sangue no lençol nupcial. Se a sua virgindade não for provada, a noiva pode ser devolvida aos pais, que ainda terão de pagar uma indenização aos pais do noivo.

Se a noiva for realmente virgem, na manhã seguinte ao casamento, veste uma roupa tradicional colorida e coloca um lenço na cabeça, que simboliza o fato de já ser uma mulher casada.

Durante a festa, os convidados homens sentam-se no chão, à volta de uma mesa, e recebem os presentes para os noivos em ouro ou dinheiro. Segundo a tradição, as ofertas devem ser colocadas dentro de um pão sem miolo.

É nesta altura que os noivos são abençoados.